Neste fim de semana, detalhes de mais uma delação premiada prometem complicar ainda mais a vida da presidente Dilma Rousseff. Condenado a quase vinte anos de prisão, o empresário Marcelo Odebrecht tenta negociar delação premiada com o Ministério Público e a Polícia Federal. Em um dos seus depoimentos, publicados pelo 'O Globo' e pela 'Folha de São Paulo', ele faz revelações capciosas, como por exemplo, a suposta tentativa da líder petista em tirá-lo da cadeia. Rousseff também teria tido aliados que fizeram pressão em grandes empresários para conseguir doações mais altas. Em troca, o governo prometia dar uma "ajudinha" em negócios que poderiam chegar a casa dos bilhões de reais. 
Um dos que teria ajudado Dilma a ter um campanha com mais dinheiro foi Guido Mantega, ex-Ministro da Fazenda. Ele e Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES teriam feito pressão para Odebrecht doar para Dilma em sua campanha de reeleição. A campanha da petista foi recordista em gastos. E olha que recentemente a mulher do Marqueteiro João Santana disse que a JBS, dona da Friboi, chegou a pagar despesas em gráficas para a petista. Dinheiro esse que não foi declarado à justiça eleitoral, prática conhecida como 'Caixa 2'. A dona da Friboi nega.
Dessa vez, segundo Odebrecht, os empréstimos dados pelo governo eram usados para fazer pressão nos colaboradores. Os procuradores agora querem provas de que isso ocorreu para solicitar que novas pessoas sejam investigadas. Recentemente, Rodrigo Janot, Procurador-Geral da República, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que abrisse uma investigação contra a companheira do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A solicitação de abertura de inquérito é baseada nas delações do Senador Delcídio do Amaral (sem partido). Parte da delação de Delcídio foi agora confirmada por Odebrecht. Os dois dão indícios de que Rousseff tentou usar seu poder de presidente para atrapalhar o andamento da Lava Jato. 
Além das delações, a procuradoria utiliza como argumento a estranha nomeação de Lula para o Ministério da Casa Civil dias após o Ministério Público de São Paulo solicitar a prisão preventiva do ex-presidente.