[Politica]

Conseguimos fazer uma revolução sem armas e sangue, diz Janaína Paschoal

Uma das primeiras pessoas que se manifestou após a aprovação pelo Senado do afastamento da presidente Dilma foi a advogada Janaína Paschoal. Ela que também é professora de direito da USP foi uma das autoras do processo de impeachment contra a petista. Nesta quinta-feira, a profissional da justiça deu uma entrevista contundente à Rádio Estadão. "conseguimos, por meio de um processo pacífico, mostrar ao nosso País que é possível fazer uma revolução sem armas e sem sangue", desabafou a mulher que ficou conhecida também pelos seus discursos eufóricos e emocionados. Janaína precisou defender sua tese na Comissão do impeachment no Senado realizada há duas semanas. Em um dos momentos mais marcantes, ela pegou a constituição e a exibiu para os Congressistas, dizendo que o processo de impedimento ali estava contido. 
A advogada foi questionada sobre se pode se arrepender no futuro por ter participado do ato contra Dilma. Ela então foi sensata e lembrou que não pode prever o futuro e saber como irá refletir daqui a vinte anos sobre o tema. 24 anos separaram, no entanto, um presidente que sofreu o processo de impeachment, mas que renunciou ao seu mandato, ao momento em que ele também pôde ser algoz de outro líder político. O nome deste é Fernando Collor de Mello, primeiro presidente eleito depois da redemocratização do país. Ele saiu do poder após renunciar no ano de 1992. No Senado, o agora também congressista lembrou que o processo contra ele demorou dias, enquanto o de Rousseff se arrasta por meses, dizendo que o que sofreu foi uma grande injustiça. Ainda assim, ele foi favorável à saída da petista do governo. 
Nesta quinta, Dilma também fez seu primeiro ato como presidente afastada. Ela fez um pronunciamento à imprensa e depois a manifestantes da base aliada. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de três mil pessoas estavam no Palácio do Planalto, em Brasília. De acordo com Rousseff, ela não desistir. Ela chamou a votação no Senado de sabotagem, mas lembrou que superou muitas coisas ruins na vida, como a tortura e um câncer.
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