Um grupo de mulheres não aceitou bem o afastamento da presidente Dilma Rousseff do seu cargo. Nesta quinta-feira, 12, elas aproveitaram grades que foram montadas para um pronunciamento da petista para se acorrentarem. De acordo com uma delas, elas só sairiam dali caso o "golpe" fosse revertida, ou então fossem obrigadas. No entanto, elas argumentaram que ia ser difícil desacorrentarem o grupo. Cada uma delas, além das correntes, carregavam letras impressas em um papel com a frase "resistência ao golpe". Questionadas pelo G1 sobre quando deixariam o local, as manifestantes confessaram que não tinham uma data para isso. 
Ao todo, segundo o G1, 28 mulheres se acorrentaram no local. Com roupas vermelhas, elas eram ajudadas por outros manifestantes do Partido dos Trabalhadores (PT) e de grupos sociais. Entre eles, com destaque a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST). Até o fim da tarde, elas ainda continuavam no local.

Outros protestos ao longo do dia

Por volta das 18h,  um grupo de aproximadamente dez pessoas tentou invadir o Palácio do Planalto, em Brasília, no momento em que o presidente interino, Michel Temer, do PMDB, começava o seu discurso de inauguração na função nesta quinta-feira. Ao todo, dez manifestantes foram detidos por seguranças que estavam na entrada do Palácio. De acordo com o plantão de notícias do UOL, não há informações sobre feridos. Em São Paulo, na Avenida Paulista, um protesto contra o presidente interino também era realizado no início da noite. Não existia uma expectativa da quantidade de manifestantes que estava no local. 
Durante seu discurso, Michel Temer falou em reunificação nacional. Ele fez brevemente uma menção à presidente afastada Dilma. Segundo ele, precisa sempre existir respeito entre as instituições. O peemedebista falou também que dialogará com o empresariado e com os movimentos sociais, negando que vá fazer corte em programas como o 'Bolsa Família' e o 'Minha Casa, Minha Vida'. Ele ainda fez uma redução no número de Ministérios, evitando o gasto da máquina pública.