[Politica]

Burguês e elite é quem chora pelo fim do Ministério da Cultura, afirma especialista da área




Na opinião do escritor, museólogo e professor Teixeira Coelho, um dos mais renomados pesquisadores sobre a política cultural no Brasil, fim do Ministério da Cultura não representa nenhuma ameaça a sociedade, pois atendia apenas aos interesses de uma elite burguesa artística que não está nem aí para o povo. O PT aparelhou o Ministério da Cultura e atraiu a classe artística vendida, que se acostumou com o dinheiro fácil do contribuinte. Em apenas um projeto, o artista consegue comprar coberturas na Zona Sul, comprar jóias e passar anos sem trabalhar. Captar recursos do governo pode trazer mais ganhos que dez anos de trabalho. 

Os artistas não estão indignados com o fim do Ministério, mas com a demissão de seus contatos lá dentro e o afastamento de Dilma. O PT sempre negociou com artistas comprometidos com a corrupção e o plano de poder do partido. Teixeira Coelho garante que a discussão sobre o fim do órgão resvala em uma noção, ainda bastante patriarcal, do Estado como provedor e centralizador de um discurso cultural que parece já não caber em uma sociedade tão fluida, tão diversa. "Ter um ministério assim é fruto de um pensamento aristocrático, paternalista, patriarcal e centralizador. 

A cultura não pode ser centralizadora.", afirma o professor. Para Teixeira Coelho, Ministério da Cultura funcionava de forma obsoleta e não dava lugar ao principal ente da cultura: as cidades. "A nação nesse sentido é uma ficção. A cultura existe nas cidades", afirmou em conversa com a BBC Brasil. O PT desfigurou o órgão, transformando­o num aparelho do estado bolivariano e atraindo o pior da classe artística para sua órbita. Não há por que não questionar o caráter de gente como Fernanda Montenegro, Chico Buarque, Caetano Veloso e outros. Querer viver às custas do dinheiro do contribuinte, que padece com a falta de hospitais, com a falta de saneamento que provoca tragédias humanitárias como os caos de microcefalia causados pelo zika virus e a falta de recursos para a educação é coisa de gente hedionda.

O pobre não vai conseguir um emprego melhor por ter assistido à uma peça medíocre da Fernanda Montenegro ou ir em um show do Luan Santana. Ninguém que está sofrendo por falta de atendimento em uma unidade de saúde precisa saber quem é Erasmo Carlos ou outras nulidades artísticas, como Letícia Sabatella, Otto ou Lenine. Mande estes artistas protestarem na porta do SUS, ao invés de invadir prédios do governo. 

Em meio aos manifestantes, quase não se vê um negro ou pessoa de origem humilde. Apenas burgueses e estudantes universitários idiotizados pelo conceito obsoleto de cultura. De milhão em milhão, estes artistas sugaram bilhões do povo para gastar dinheiro com bobagens, como artigos de alto luxo, numa tentativa medíocre de se equiparar as elites do país. O estudioso observa que "O Estado não é um salvador da cultura, ela existe fora dos jogos governamentais". Todos sabem que esses artistas se venderam à um governo corrupto. As falcatruas na pasta são escandalosas e a distribuição do dinheiro do povo por ser considerada criminosa, levando em conta as deficiências em várias áreas sensíveis do serviço público.

 Este tipo de benesse não existe em países desenvolvidos, como Estados Unidos, França, Itália, Inglaterra e Espanha. Lá, os artistas precisam ter talento e não bajular governantes para obter financiamentos. Já que se trata de uma atividade lucrativa, empresas entram no negócio e dividem lucros ou se beneficiam com a publicidade. Tudo sem o dinheiro do povo. Precisa ter um ministério? Eventualmente, sim. Para fazer a coordenação? Pode ser. Mas não vejo a justificativa mais para um ministério centralizador, afirma Coelho. "A malévola é a proteção do Estado. Nós temos uma superabundância de bens culturais, você levanta as luzes amarelas para essa função do Estado de dotar o país de cultura. Havia antes também uma concentração da cultura nas mãos de algumas pessoas, mas nós estamos no século 21. O conhecimento e a informação se difundiram. A gente tem que pensar nisso e não ficar defendendo somente uma instituição que já é do século passado", observa o estudioso.
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