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Delegado que investigou Bruno diz que saída da prisão é 'incentivo à criminalidade': 'O crime compensa'


O deputado federal Edson Moreira (PR/MG), que ficou à frente das investigações do caso Bruno em 2010, quando era delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, disse que a decisão do o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de soltar o atleta, é um "incentivo à criminalidade". 
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Ele afirmou ainda que, com o goleiro solto, os restos mortais dede Eliza Samúdio nunca serão encontrados. — É um incentivo á criminalidade. O crime compensa, não compensa? O sujeito sequestra, tortura e mata a moça. E quase mata o filho. Ele tem que pagar e não ficar solto. E, com ele solto, esse cadáver nunca vai aparecer. Ele não vai deixar — afirmou Edson. Edson disse ainda que achou "muito vago o entendimento" de Marco Aurélio Mello: — Ele sempre foi assim. Gosta de ser polêmico, de tomar decisões polêmicas.

 Em sua decisão, Marco Aurélio Mello disse que nada justifica Bruno ficar preso por seis anos e sete meses sem que tenha conseguido um habeas corpus: "A esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória". 

A defesa vinha entrando com diversos recursos na Justiça alegando que manter Bruno preso, sem julgamento na segunda instância, era uma antecipação da pena. Marco Aurélio concordou: "O Juízo, ao negar o direito de recorrer em liberdade, considerou a gravidade concreta da imputação. Reiterados são os pronunciamentos do Supremo sobre a impossibilidade de potencializar­se a infração versada no processo. O clamor social surge como elemento neutro, insuficiente a respaldar a preventiva. 

Por fim, colocou­se em segundo plano o fato de o paciente ser primário e possuir bons antecedentes", escreveu o ministro. O ministro fez algumas ressalvas. O ex­goleiro deve permanecer na residência indicada por ele à Justiça, atender os chamamentos judiciais, informar eventual mudança, e "adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade.

Via: folhapolitica.org/

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