[Politica]

Ciro Gomes diz: "O Brasil vai ter que escolher entre a minha elegância e a do João Doria"


Pré-candidato à presidência da República em 2018 pelo PDT, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, foi entrevistado pela jornalista Daniela Pinheiro, da piauí, no evento “Conversa com a Fonte”, dentro do Festival Piauí GloboNews de Jornalismo.
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Ao comentar sua relação com a mídia, na primeira intervenção, Ciro se definiu como “um produto da imprensa”. “Nasci filho de dois funcionários públicos. Tudo que tenho é minha língua. E a imprensa reverbera isso.” Mais adiante, afirmou que “a grande mídia brasileira é nepotista. São cinco famílias que pensam a mesma coisa. E agora uma igreja” [referindo-se à Universal, que é dona da Rede Record]. Ele defendeu a necessidade de se estimular a mídia regional e se colocou contrário a qualquer tipo de regulação estatal do setor: “Sou a favor do controle remoto, da liberdade de mudar de canal”. Ciro também disse que, há muito tempo, não cultiva mais o hábito de ler jornal. “Costumo me informar pela internet. Leio o UOL e acompanho o que é postado no Facebook.”

Durante uma hora e meia, o pré-candidato disparou críticas para todos os lados da esfera política: “Michel Temer é um golpista salafrário”, “Fernando Henrique fez o governo mais ruinoso da história republicana brasileira. E a Dilma, nesse quesito, é candidata a vice”, “O Lula se descolou da realidade, começou a brincar de Deus e se queimou”, “Qual foi a reforma que o Lula propôs para todo o país fora a tomada de três pinos?”, “Freixo é um moralista pequenininho demais para governar o Rio de Janeiro”, “Eu morro dizendo que o José Serra não gosta de pobre. Ele é o fim da picada. E, para piorar, está senil”. Dos políticos com mandato, poupou Fernando Haddad, o prefeito petista de São Paulo: “É um puta de um cara. Não se produz um cara assim com facilidade. Mas ele não tem temperamento, não tem agressividade”.

Indagado se o seu temperamento explosivo pode atrapalhá-lo na corrida à Presidencia, Ciro respondeu: “Eu chamei o Eduardo Cunha de ladrão a quatro metros dele quando a população ainda não sabia quem ele era. É o tipo de confronto que eu faço. O Brasil vai ter que escolher entre a minha elegância e a do João Doria. Não vou vender minha alma para ser presidente do Brasil”.

Entrevistado pela repórter Julia Duailibi ontem, no mesmo “Conversa com a Fonte”, João Doria, prefeito eleito de São Paulo, afirmou: “Algum dia, quem sabe, todos os brasileiros poderão usar Polo Ralph Lauren”. Ciro se mostrou preocupado com a frase: “Isso é muito sério”, repetiu duas vezes.

Via: Lavajatonews.com

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Ciro Gomes diz: "O Brasil vai ter que escolher entre a minha elegância e a do João Doria" Ciro Gomes diz: "O Brasil vai ter que escolher entre a minha elegância e a do João Doria" Reviewed by Ze Felipe on 12:08:00 PM Rating: 5